FPF promove inovação no futsal em parceria com centro de investigação e universidades

FPF promove inovação no futsal em parceria com centro de investigação e universidades

No âmbito da parceria entre a Portugal Football Scholl e o CIDESD – Centro de Investigação de Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano, Universidade da Beira Interior – UBI, e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Federação Portuguesa de Futebol promoveu a monitorização da final eight da taça de Portugal em Futsal Masculino, Feminino e árbitros. Bruno Travassos foi o coordenador do trabalho desenvolvido neste âmbito. De modo a percebermos melhor o âmbito deste projeto, falámos com Bruno Travassos:

Como é que tem sido o trabalho de análise que têm efetuado no decorrer desta Taça de Portugal? 

É um trabalho que surge de uma parceria entre a FPF através da Portugal Football School, o Centro de Investigação CIDESD, a Universidade da Beira Interior e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Este projeto visa colocar a investigação ao serviço da modalidade. Neste momento estamos a analisar a carga interna (frequência cardíaca) e externa (distâncias percorridas, distância a diferentes velocidades e acelerações) dos árbitros e a carga externa e posicionamento dos jogadores através da realização de Heat Maps, que nos dá para caracterizar um pouco o que é a modalidade mas também para dar alguns dados aos treinadores que penso que podem ser úteis para perceberem que tipo de esforço é que os jogadores estão a ter, que tipo de perfil é que os jogadores têm em cada jogo. Se tivéssemos todos os jogadores envolvidos poderíamos também realizar algumas análises táticas em termos de distancias entre jogadores, distancias entre linhas defensivas ou comprimento e largura, áreas ocupadas… No entanto isso não é possível porque alguns jogadores ainda não se sentem confortáveis com a utilização do colete e do dispositivo, e, portanto, só aqueles que se sentiram confortáveis é que realmente utilizaram o dispositivo. No entanto aproveito também para realçar a abertura por parte das equipas numa competição a este nível, para permitirem a utilização destes novos instrumentos que vão ajudar a modalidade a crescer.

A Nível de Apoio técnico a FPF colabora com o vosso projeto. Qual é o apoio que a FPF dá na elaboração do mesmo? 

A Federação Portuguesa de Futebol, através da Portugal Football School, está a fazer um grande esforço no sentido de fomentar a colaboração e estabelecimento de parcerias com Universidades e Centros de Investigação Nacionais. Face à investigação de referência que temos tido no âmbito da análise de jogo no futsal e futebol, o CIDESD surge como um parceiro natural da FPF. Este é um projeto conjunto, não é um projeto do CIDESD ou da Federação, e, portanto, é de salientar o esforço e a audácia da colaboração entre instituições no sentido de ajudar a modalidade a crescer e potenciar a ligação entre investigação e prática. Este é um projeto que penso ser pioneiro em termos mundiais numa competição deste nível e, portanto, é um projeto ambicioso e inovador. Portanto acho que a Federação está também de parabéns por ser inovadora e potenciar a investigação em contexto de competição.

 

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